Como funciona o agregador de pesquisas eleitorais do JOTA, que acertou resultado de últimas eleições

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O agregador de pesquisas eleitorais do JOTA é um importante aliado para quem precisa traçar cenários para as eleições de 2026 profissionalmente. A ferramenta, que utiliza um modelo analítico com critérios mais rigorosos do que as pesquisas unilaterais, acertou o resultado final das urnas em 2018 – ano em que foi implementada -, em 2022 e em 2024.
Na véspera da eleição de 2018, o agregador apontou que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) seria vencedor com 54,8% de votos válidos, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que ele totalizou 55,1%. Já Fernando Haddad (PT) apareceu no agregador com 45,2%, terminando nas urnas com 44,9%.
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Em 2022, a ferramenta acertou com precisão que as eleições seriam decididas apenas no segundo turno, com vitória de Lula (PT). No sábado anterior, o agregador calculou que o petista tinha 51,6% das intenções de voto, contra 48,4% de Jair Bolsonaro (PL). O resultado das urnas fez com que Lula fosse eleito com 50,9% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro foi derrotado ao marcar 49,1%.
Já nas eleições de 2024, o agregador do JOTA acertou o resultado das eleições em três capitais no segundo turno das eleições municipais. Em São Paulo, por exemplo, a ferramenta indicava 99% de probabilidade de o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ser reeleito. A projeção se confirmou, com a reeleição do candidato, com 59,35% dos votos válidos. O JOTA acertou também os resultados de Belo Horizonte e Curitiba.
Como funciona
O agregador faz projeções semanalmente, com base em todas as pesquisas eleitorais divulgadas. O cálculo é uma espécie de média ponderada, em que o peso de cada pesquisa depende de alguns fatores. Entre eles, estão: tamanho da amostra consultada, método utilizado pelo instituto, há quanto tempo a pesquisa foi realizada e qual o grau de confiabilidade do instituto, que é baseado no histórico de erros e acertos em eleições passadas.

De maneira geral, a ferramenta estima as intenções de voto de cada candidato e a probabilidade de vitória. Com isso, é possível calcular as chances de vitória em diferentes cenários, com ou sem segundo turno, projetar quem tem chance de liderar cada uma das rodadas, etc.
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“Antes, na imprensa, não se falava de probabilidade, falava-se em taxas de intenção de voto, empates dentro da margem de erro e comparações pontuais entre os candidatos”, afirma Daniel Marcelino, analista de dados do JOTA. “Então, a gente passou a incorporar modelos estatísticos capazes de quantificar as incertezas do processo eleitoral e a adotar uma abordagem probabilística: ‘dado que um candidato tem X de intenção de voto, qual a chance efetiva de vencer?’. Isso permitiu, por exemplo, que em 2022 a gente afirmasse de forma consistente que Lula venceria aquela eleição, com uma probabilidade bastante elevada, ao longo de quase dois anos até a véspera do pleito”, conta.

Os assinantes do JOTA PRO Poder têm acesso aos resultados projetados pelo agregador por meio das análises enviadas pelo nosso time. Assinantes também podem fazer perguntas aos analistas a respeito de cenários específicos.
Fonte
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