Durante julgamento da chamada “ADPF das Favelas”, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino foi aplaudido ao afirmar que o epicentro do crime organizado no Rio de Janeiro não está nas favelas, mas sim no “asfalto”, termo que se refere às regiões urbanizadas da cidade. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 3, durante sessão que discute a letalidade policial em comunidades do estado.
MINISTRO DEFENDE COMBATE COM INTELIGÊNCIA E CRITICA ESTIGMATIZAÇÃO DAS FAVELAS
Dino criticou a ideia de que o crime organizado está restrito aos morros e comunidades populares. Segundo ele, é nas regiões centrais e mais estruturadas que se concentram os centros de decisão e o financiamento das atividades criminosas, incluindo lavagem de dinheiro e apoio a milícias.
“[…] o que tem de principal no crime organizado no Rio de Janeiro não está nos bairros populares, não está nos morros nem nas periferias, na verdade, está no asfalto”, afirmou.
O ministro destacou que o combate ao crime deve ser conduzido com inteligência, investigação e método, e não por meio da força aleatória. “Segurança pública não é dar tiros aleatoriamente. Quando tiver que dar tiro, eventualmente, fazê-lo com ciência e método”, declarou.
Dino também reforçou que a atuação contra a criminalidade não pode ser feita nem contra a polícia, nem somente com a polícia. Segundo ele, a segurança pública exige equilíbrio, estratégia e atuação institucional conjunta.
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