Estagiários do Judiciário de MT cobram reajuste na bolsa e indicam possibilidade de greve

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Estagiários do Poder Judiciário de Mato Grosso formalizaram uma reivindicação por reajuste da bolsa de estágio, atualmente fixada em R$ 1.517,80 e sem atualização desde o final de 2023. A reivindicação ocorre em meio ao aumento do custo de vida e à inflação acumulada no período, fatores que, segundo os estudantes, reduziram significativamente o poder de compra da remuneração.
De acordo com os estagiários, a defasagem se torna evidente quando comparada à política adotada por outros órgãos do sistema de Justiça. Instituições como o Ministério Público já promoveram a atualização das bolsas de estágio, mesmo mantendo carga horária equivalente, de cinco horas diárias, o que, na avaliação dos estudantes, demonstra maior reconhecimento da função desempenhada.
Os estagiários atuam diretamente no apoio às atividades jurisdicionais em varas, comarcas, juizados especiais e no próprio Tribunal de Justiça, auxiliando na tramitação processual, elaboração de minutas e atendimento ao público. Apesar da relevância dessas atribuições, afirmam enfrentar um cenário de desvalorização financeira que compromete a permanência de muitos estudantes no programa.
Diante da falta de sinalização por parte da Administração quanto à revisão dos valores, os estagiários passaram a defender a necessidade de um reajuste imediato, em patamar compatível com a realidade econômica atual e com os padrões adotados por outros órgãos públicos.
Como forma de pressão institucional, o grupo informou a existência de indicativo de greve, com possibilidade de paralisação coletiva das atividades caso não haja resposta concreta às reivindicações. A medida, segundo os manifestantes, busca chamar a atenção da Administração e da sociedade para a necessidade de valorização dos estagiários.
Os estudantes ressaltam que a mobilização tem como objetivo prioritário a abertura de diálogo com o Poder Judiciário, pautado no respeito institucional e no reconhecimento do trabalho desempenhado. Ainda assim, afirmam que a manutenção do atual cenário inviabiliza a continuidade das atividades sem qualquer atualização remuneratória.
Até o momento, não houve manifestação oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso sobre o pleito.

Fonte
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