A primeira pesquisa BTG/Nexus de intenção de voto para a Presidência da República, divulgada há pouco, oferece o primeiro retrato da corrida eleitoral após a desistência de Ratinho Jr. (PSD).
A pesquisa ouviu 2.006 pessoas entre os dias 27 e 29 de março em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07875/2026.
No primeiro turno, a pesquisa mostra um cenário de forte concentração entre dois polos. No cenário mais provável (com Ronaldo Caiado na disputa, pelo PSD), Lula (PT) aparece com 41% contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença pequena dentro de um quadro altamente competitivo. Os demais candidatos ficam muito distantes —todos abaixo de 5% —o que indica baixa viabilidade da terceira via neste momento.
O levantamento também mostra cerca de 10% do eleitorado entre indecisos e votos brancos ou nulos, um contingente relevante que ainda pode oscilar, embora insuficiente para alterar o padrão central da disputa, concentrada nos dois principais nomes.
Nos cenários alternativos de primeiro turno, essa polarização se intensifica ainda mais. Quando o nome da terceira via muda (como Eduardo Leite ou Romeu Zema), Lula e Flávio chegam a empatar numericamente, ambos na casa dos 39% a 42%, reforçando que a entrada ou troca de candidatos competitivos fora da polarização não altera substancialmente o equilíbrio entre os dois líderes.
Na prática, isso indica que o eleitorado já está amplamente estruturado em torno desses dois polos, com cerca de 80% das intenções concentradas neles, enquanto os demais candidatos orbitam como coadjuvantes sem capacidade de romper a disputa principal.
Lula x Flávio
No segundo turno, o cenário é de empate absoluto e alta incerteza. A projeção coloca Lula e Flávio Bolsonaro com 46% cada, com 7% de votos brancos ou nulos; um nível suficientemente alto para ser decisivo. Esse equilíbrio reflete não apenas a divisão do eleitorado, mas também taxas de rejeição praticamente idênticas (49% para Lula e 48% para Flávio), o que limita o crescimento de ambos.

A leitura do primeiro levantamento BTG/Nexus é de uma eleição aberta e altamente competitiva, com tendência de definição por margens estreitas. O desfecho deve depender, sobretudo, da capacidade dos candidatos de reduzir rejeição e atrair eleitores indecisos na reta final.
Migração de votos
A pesquisa também evidencia a dinâmica de migração de votos entre o primeiro e o segundo turno. Flávio é o principal destino dos eleitores dos demais candidatos alinhados à direita, herdando a maior parte desse contingente. Um destaque é o eleitorado de Romeu Zema (Novo), do qual 72% migram para ele no segundo turno. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 41% também optam por Flávio, contra 22% que migram para Lula.
Outro dado que chama a atenção é o volume expressivo de eleitores que não migram diretamente para nenhum dos dois candidatos. Em vários segmentos, entre um terço e quase 40% declaram voto branco, nulo ou indecisão, indicando que a conversão desses eleitores será decisiva no segundo turno.

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