
Segundo a primeira pesquisa BTG/Nexus deste ciclo eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 45% e desaprovado por 51%, o que resulta em um saldo líquido negativo de seis pontos percentuais. O dado indica que há, hoje, uma maioria do eleitorado com percepção desfavorável sobre o governo, um fator que ajuda a explicar as dificuldades do presidente em garantir uma vantagem numérica sobre seus rivais na disputa eleitoral que se aproxima.
Ainda assim, trata-se de um nível de aprovação que preserva a competitividade do incumbente. Mesmo com saldo negativo, os 45% de aprovação funcionam como uma base relevante de sustentação eleitoral, suficiente para manter Lula à frente nos cenários de primeiro turno e competitivo na projeção de segundo turno, especialmente em um contexto de forte polarização.
A pesquisa ouviu 2.006 pessoas entre os dias 27 e 29 de março em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07875/2026.
Na avaliação do trabalho do presidente, o quadro mantém a mesma direção negativa. O governo é classificado como “ruim” ou “péssimo” por 44% dos entrevistados, enquanto 35% o consideram “ótimo” ou “bom”. Outros 21% avaliam a gestão como “regular”. A diferença de nove pontos percentuais entre avaliações negativas e positivas reforça a percepção de desgaste e indica um ambiente político menos favorável ao incumbente.
O patamar de 35% de avaliação expressamente positiva é particularmente relevante. Historicamente, esse nível funciona como um piso crítico para projetos de reeleição. Nenhum presidente conseguiu se reeleger medindo abaixo desse percentual no ano eleitoral. Na prática, isso coloca Lula exatamente na fronteira mínima de competitividade sob a ótica desse indicador.
É, mas comparando bem…
A comparação com o ciclo anterior ajuda a dimensionar o quadro. Na mesma pesquisa, e nesse mesmo momento da disputa passada, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registrava um patamar inferior de avaliação positiva (29%) e níveis mais elevados de rejeição (53%). A diferença sugere que Lula chega à atual corrida em condições relativamente mais favoráveis do que seu antecessor no mesmo ponto do calendário eleitoral.
Com uma base de avaliação positiva mais alta e rejeição ligeiramente menor, Lula consegue sustentar a liderança no primeiro turno, mesmo em um ambiente de desgaste. Ao mesmo tempo, os níveis ainda elevados de desaprovação impedem uma vantagem mais ampla, contribuindo para o empate técnico no segundo turno.
Caso Lula consiga elevar seus índices de aprovação, especialmente ampliando o contingente de avaliação positiva, hoje em 35%, há espaço para converter parte desse ganho em intenção de voto. Em cenários polarizados e com alta rejeição, pequenas variações na percepção do governo tendem a ter impacto direto sobre o desempenho eleitoral, sobretudo entre eleitores moderados e indecisos.
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