O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informe se ele deseja receber visitas durante seu período de prisão domiciliar. A decisão, assinada na terça-feira (6/8), atende a múltiplos requerimentos de aliados políticos e familiares.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por ordem de Moraes, após descumprir medidas cautelares impostas no âmbito da investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente está na condição de réu na Ação Penal 2.668, que também envolve militares e ex-integrantes de seu governo.
Entre os solicitantes estão nomes de peso da base bolsonarista, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e os deputados federais Zucco (PL-RS) e Geraldo Junio do Amaral (PL-MG).
Segue a lista completa das pessoas que pediram autorização para visitar o ex-presidente:
– Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo;
– Celina Leão (PP), vice-governadora do Distrito Federal;
– Geraldo Junio do Amaral (PL-MG), deputado federal;
– Zucco (PL-RS), deputado federal;
– Marcelo Pires Moraes (PL-RS), deputado federal;
– Renato de Araújo Corrêa, empresário.
Outros aliados, como o senador Magno Malta (PL-ES) e os deputados federais Eros Biondini (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também enviaram pedidos ao STF. Nos requerimentos, eles citam laços de amizade, vínculos políticos e motivações institucionais e humanitárias para justificar as visitas.
A decisão de Moraes intimou a defesa de Bolsonaro, que ainda não se manifestou. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também foi comunicada.
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