Vazamento no STF: Identificados acessos ilícitos a dados de Ministros e familiares

STF confirma acessos ilícitos a dados de Ministros e familiares via Receita Federal. Confira os nomes dos servidores investigados e as medidas cautelares aplicadas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, em nota oficial divulgada nesta terça-feira (17), a identificação de “diversos e múltiplos acessos ilícitos” a sistemas da Receita Federal. As violações envolvem dados sigilosos de Ministros da Corte, do Procurador-Geral da República (PGR) e de seus familiares.

Segundo o STF, os acessos indevidos foram seguidos pelo vazamento das informações. A investigação aponta que a exploração desses dados teria sido “instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais” contra as autoridades.

Servidores Investigados e Medidas Cautelares

Com base no relatório enviado pela Receita Federal e a pedido da PGR, o STF decretou medidas cautelares rigorosas contra quatro servidores (ou cedidos ao órgão) envolvidos no caso:

  • Luiz Antônio Martins Nunes;
  • Luciano Pery Santos Nascimento;
  • Ruth Machado dos Santos;
  • Ricardo Mansano de Moraes.

As sanções impostas incluem:

  • Afastamento imediato do exercício da função pública;
  • Busca e apreensão domiciliar e pessoal;
  • Quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático;
  • Uso de tornozeleira eletrônica com recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana;
  • Proibição de acesso às dependências e sistemas do SERPRO e da Receita Federal;
  • Cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.

Violação de Sigilo Funcional e Riscos Institucionais

A Procuradoria-Geral da República destacou que os fatos possuem aderência inicial ao crime de violação de sigilo funcional (Art. 325 do Código Penal). O relatório da Receita Federal confirmou a existência de blocos de acessos sem qualquer justificativa funcional identificada.

O STF ressaltou que a divulgação seletiva e fragmentada dessas informações, sem controle jurisdicional, visa gerar desinformação e ataques às instituições.

As investigações prosseguem sob a condução da Polícia Federal, que colherá os depoimentos dos servidores investigados nos próximos dias.

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