CNJ articula acordos com SP e RJ para extinguir execuções fiscais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) articula novos acordos com os estados de São Paulo e Rio de Janeiro para identificar e extinguir execuções fiscais antigas e prescritas.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está em fase de articulação para firmar novos acordos de cooperação com os tribunais e governos de São Paulo e Rio de Janeiro. O objetivo central da iniciativa é realizar um mapeamento rigoroso do estoque de execuções fiscais para identificar e promover a extinção de processos que já se encontram fulminados pela prescrição.

O modelo de sucesso com a PGFN

A estratégia baseia-se no êxito do projeto-piloto realizado em parceria com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Naquela ocasião, o trabalho conjunto de inteligência de dados permitiu a identificação de cerca de meio milhão de ações que, embora tramitassem no Judiciário, não possuíam mais viabilidade jurídica ou econômica para cobrança, resultando em sua baixa definitiva.

Desafios e relevância para o Judiciário

As execuções fiscais representam um dos maiores gargalos do Poder Judiciário brasileiro, ocupando um volume expressivo de acervo que impede a celeridade de outras demandas. A atuação do CNJ busca aplicar ferramentas de gestão processual e tecnologia para filtrar o estoque, alinhando-se aos princípios da eficiência administrativa e da razoável duração do processo, previstos no artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal.

Impactos práticos para a advocacia

  • Redução do acervo: A extinção de processos prescritos limpa as pautas das Varas de Fazenda Pública, permitindo maior foco em processos ativos.
  • Segurança jurídica: O encerramento de execuções inviáveis evita a manutenção de restrições indevidas em cadastros de contribuintes.
  • Oportunidade para teses: Advogados devem monitorar as novas diretrizes de extinção para verificar se processos de seus clientes se enquadram nos critérios de prescrição intercorrente ou quinquenal.
  • Gestão de passivo: Escritórios que atuam na defesa de contribuintes podem utilizar os novos fluxos de mapeamento para solicitar a extinção de débitos já prescritos de forma mais célere.


Fonte de Referência: Consulte a publicação original

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