O início do horário eleitoral em SP trouxe à tona a realidade das coligações partidárias e sua influência direta na exposição dos candidatos. Levantamentos recentes apontam que Fernando Haddad conta com menos de um terço do tempo de televisão destinado a Tarcísio de Freitas, evidenciando como a estrutura das alianças define a presença nas telinhas.
Como funciona o cálculo do horário eleitoral em SP
A distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão não é feita de forma igualitária. Segundo a legislação eleitoral brasileira, o cálculo obedece a critérios rigorosos estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE):
- Representatividade no Congresso: 10% do tempo é distribuído igualmente entre todos os partidos.
- Bancada na Câmara: 90% do tempo é dividido proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos pelos partidos ou coligações.
- Alianças partidárias: A soma do peso de cada partido na coligação define o tempo total do candidato, justificando a busca intensa por apoios durante o período de convenções.
O impacto da disparidade de tempo nas campanhas
A desigualdade no acesso aos meios de comunicação em massa gera efeitos práticos nas estratégias de marketing político. Candidatos com maior tempo de tela possuem uma vantagem estratégica considerável para:
- Consolidar sua imagem perante o eleitorado.
- Apresentar propostas detalhadas de governo.
- Responder a ataques de adversários com maior celeridade.
- Alcançar eleitores indecisos que consomem apenas a TV aberta.
A importância da estratégia digital frente ao rádio e TV
Diante da desigualdade no horário eleitoral em SP, as campanhas têm migrado esforços significativos para o ambiente digital. O uso de redes sociais e estratégias de impulsionamento busca compensar a menor exposição na televisão, permitindo que candidatos com menos tempo de TV alcancem seu público-alvo de forma segmentada e, por vezes, mais engajadora.
Consequências jurídicas e limites da propaganda
É fundamental lembrar que todo o conteúdo veiculado está sujeito à fiscalização da Justiça Eleitoral. O descumprimento das regras sobre o tempo, a inserção de conteúdos irregulares ou o uso indevido do espaço podem gerar multas pesadas e até perda de tempo de propaganda em transmissões futuras, configurando um risco jurídico relevante para as coligações que não seguem rigorosamente o plano de mídia aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
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