Reforma Tributária: Relatora mantém texto base e descarta propostas de ‘bombas fiscais’

A relatora da Reforma Tributária reforçou a defesa do texto original, sinalizando que emendas classificadas como 'bombas fiscais' não serão aprovadas.

A relatora da Reforma Tributária reafirmou recentemente a sua defesa pelo texto base do projeto, sinalizando cautela quanto às sugestões de alteração apresentadas no parlamento. Embora reconheça a existência de emendas com potencial de melhoria técnica, a relatora foi enfática ao descartar propostas que possam comprometer a viabilidade econômica do país.

O posicionamento sobre as ‘bombas fiscais’

O foco central da relatora é blindar o projeto contra medidas de alto impacto negativo nas contas públicas. Propostas que visam, por exemplo, a zeragem de impostos para produtos nacionais de forma indiscriminada, foram classificadas como ‘bombas fiscais’. Segundo a parlamentar, tais iniciativas não serão acolhidas, pois desestabilizariam a arrecadação necessária para a manutenção da estrutura estatal e dos programas sociais.

Integração de emendas pontuais

Apesar da rigidez quanto ao cerne da Reforma Tributária, a relatora abriu espaço para o diálogo técnico. O objetivo é incorporar apenas as sugestões que apresentem:

  • Aprimoramentos na clareza do texto normativo;
  • Ajustes de redação que evitem bitributação ou ambiguidades;
  • Melhorias operacionais na transição do modelo tributário atual para o novo sistema.

Impactos práticos da manutenção do texto

A decisão de preservar a espinha dorsal do projeto visa garantir a previsibilidade jurídica para contribuintes e investidores. Ao filtrar as emendas, a relatora busca minimizar os riscos de:

  • Instabilidade na carga tributária final;
  • Criação de novos regimes de exceção que fragilizem o sistema;
  • Déficits orçamentários decorrentes de isenções irresponsáveis.

O próximo passo para a Reforma Tributária

O cenário atual indica que o Congresso seguirá uma linha de contenção. A estratégia é evitar que a negociação política comprometa a eficácia do novo sistema tributário. O monitoramento das próximas sessões legislativas será fundamental para entender quais serão as poucas exceções permitidas e como o texto final será consolidado antes da votação definitiva.


Fonte: Aceder à Notícia Original

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