STJ decide que presença de farmacêutico em drogarias é obrigatória durante todo o expediente

O Superior Tribunal de Justiça determinou que farmácias e drogarias devem manter um farmacêutico responsável presente durante todo o período de funcionamento, garantindo a segurança sanitária.

Entenda a decisão do STJ sobre a assistência farmacêutica

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento de que as drogarias e farmácias são obrigadas a manter um profissional farmacêutico presente durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento. A decisão, que impacta diretamente grandes redes como a Drogaria Araújo, reforça a legislação sanitária vigente no país.

A controvérsia jurídica girava em torno da interpretação da Lei nº 13.021/2014, que estabelece diretrizes rígidas para a assistência farmacêutica. O tribunal entendeu que a presença do profissional não é apenas uma formalidade administrativa, mas uma exigência essencial para a proteção da saúde pública.

Por que a presença do farmacêutico é obrigatória?

A legislação brasileira classifica as farmácias como unidades de assistência à saúde. Portanto, a presença do farmacêutico é indispensável para garantir a segurança do paciente e a correta dispensação de medicamentos. Entre as principais atribuições que justificam essa obrigatoriedade, destacam-se:

  • Orientação técnica sobre o uso correto de medicamentos prescritos e isentos de prescrição.
  • Prevenção de erros na dispensação e interações medicamentosas perigosas.
  • Acompanhamento farmacoterapêutico para pacientes com doenças crônicas.
  • Supervisão das condições de armazenamento e conservação dos produtos farmacêuticos.

Impactos para as redes de farmácias e o consumidor

Para as grandes redes, a decisão do STJ impõe um desafio operacional significativo, exigindo a contratação de mais profissionais para cobrir todos os turnos de funcionamento, inclusive em horários noturnos e finais de semana. O descumprimento pode acarretar multas pesadas e até a interdição do estabelecimento pelos órgãos de fiscalização sanitária.

Para o consumidor, a medida representa um ganho direto na qualidade do atendimento. A presença constante do farmacêutico garante que qualquer dúvida sobre tratamentos possa ser sanada imediatamente, reduzindo os riscos de automedicação e promovendo o uso racional de fármacos em todo o território nacional.

Conclusão: O papel da fiscalização

A decisão do STJ serve como um alerta para o setor varejista farmacêutico sobre a impossibilidade de flexibilizar normas de saúde em prol de redução de custos operacionais. A fiscalização pelos Conselhos Regionais de Farmácia (CRF) e pela Vigilância Sanitária tende a se tornar ainda mais rigorosa a partir deste precedente jurídico.


Fonte: Aceder à Notícia Original

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