Sob elogios diversos, o ministro
Antonio Saldanha Palheiro participou, nesta terça-feira (14), de sua última sessão de julgamento colegiado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro vai se aposentar no próximo dia 23, véspera de completar 75 anos, idade limite para o exercício do cargo.
A sessão da Sexta Turma que marcou a despedida do ministro da corte foi acompanhada por servidores de seu gabinete e familiares, que vieram do Rio de Janeiro para prestigiar o momento.

O presidente do órgão julgador, ministro Carlos Pires Brandão, afirmou que Saldanha sempre foi atento às diferentes realidades que chegam ao tribunal: “São quase 40 anos de uma magistratura profundamente comprometida com a vida. Em muitas ocasiões, a voz do ministro Saldanha chamou nossas consciências para a importância de se considerar a realidade diante de uma regra que pode ser extremamente rígida e, por isso, merece uma apreciação mais cuidadosa em cada caso”.
Durante a sessão, Saldanha também foi homenageado por todos os outros membros do colegiado — os ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz –, pelo subprocurador-geral da República José Augusto Torres Potiguar e por diversos advogados que passaram pela tribuna.
Atuação marcada pela tranquilidade, pela coerência e pela cordialidade
Na última quarta-feira (8), Antonio Saldanha Palheiro já havia sido homenageado na Terceira Seção, colegiado em que atuou ao longo da última década. Em nome do órgão julgador, o ministro Sebastião Reis Júnior exaltou o amplo conhecimento do colega em processo penal e disse que sua participação nos julgamentos foi marcada pela tranquilidade, pela coerência e pela cordialidade.
“Sua presença traz um equilíbrio que todos nós precisamos e que é necessário para atuar em um colegiado. Eu gostaria de agradecer toda a sua contribuição nesses dez anos no tribunal, tudo aquilo que o senhor nos ensinou”, declarou.
Gratidão pelos laços de amizade construídos
Saldanha Palheiro agradeceu as homenagens e destacou especialmente o apoio de sua família e o trabalho de sua equipe ao longo da trajetória no tribunal. Ressaltou também o acolhimento que teve dos colegas nos colegiados de direito penal do STJ.
O ministro comentou que, ao longo desses dez anos vividos na corte, construiu laços que ultrapassam a convivência institucional, formando amigos e – em suas palavras – “irmãos queridos”.
“No STJ, cada integrante tem o desejo genuíno de fazer justiça, o que, para mim, é o mais importante. Efetivamente, não estou deixando a vida jurídica, já que pretendo continuar trabalhando, e certamente voltaremos a nos encontrar. Saio muito sensibilizado, profundamente agradecido e com a certeza de que deixei aqui verdadeiros irmãos”, concluiu.
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