Europe–Brazil Legal Summit: Advocacia brasileira debate desafios globais

O Europe–Brazil Legal Summit, realizado em Lugano, promoveu debates estratégicos sobre a internacionalização da advocacia brasileira e os impactos da tecnologia no Direito.

A cidade de Lugano, na Suíça, foi palco do Europe–Brazil Legal Summit, evento realizado nos dias 2 e 3 de setembro na Villa Negroni. A iniciativa, promovida pela ALPS Academy e pelo World Law & Justice Forum, reuniu juristas e advogados de renome para discutir a integração entre os mercados jurídicos brasileiro e europeu.

O papel da internacionalização na advocacia

O encontro focou em eixos estratégicos como tecnologia, regulação, energia e novos modelos de negócios. Segundo Bruno Barata, coordenador do Conselho da ALPS Academy, o objetivo central é criar pontes entre a advocacia brasileira e os principais centros econômicos globais, utilizando Lugano como um hub estratégico para essa conexão.

Presenças e o debate sobre o futuro do Direito

O evento contou com a participação de figuras de destaque no cenário jurídico nacional, como Carlos Caputo Bastos, Gustavo Tepedino, Kakay, Luís Roberto Barroso, Beto Simonetti e Marcus Vinícius Furtado Coêlho. Os debates foram estruturados em mesas-redondas, permitindo uma troca de experiências prática entre profissionais de diferentes jurisdições.

A advocacia brasileira precisa estar cada vez mais inserida nos grandes debates internacionais, preparando-se para as transformações provocadas pela tecnologia e pela integração de mercados, afirmou Beto Simonetti.

Impactos práticos para o exercício profissional

Para os advogados e escritórios que buscam expandir sua atuação, o evento trouxe reflexões fundamentais:

  • Adaptação tecnológica: A necessidade de integrar novas ferramentas digitais na gestão de casos complexos e transnacionais.
  • Novos modelos de negócios: A importância de compreender as mudanças na regulação global para oferecer consultoria jurídica de alto valor agregado.
  • Networking estratégico: A relevância da presença em fóruns internacionais para a prospecção de clientes e parcerias com bancas estrangeiras.
  • Visão global: O Direito contemporâneo exige que o operador compreenda que as transformações econômicas e sociais ocorrem, hoje, em escala global.


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