Gás do Povo amplia acesso ao botijão de 13 kg e reforça modelo do GLP

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Cerca de 12,5 milhões de lares brasileiros ainda cozinham parcial ou totalmente com lenha ou carvão – uma realidade associada a riscos à saúde, maior exposição à poluição doméstica e situações de vulnerabilidade social. É nesse contexto que a criação e a ampliação do Programa Gás do Povo busca levar gás de cozinha a quase 15 milhões de famílias em todo o país. A iniciativa, que virou lei em fevereiro de 2026, avança sobre um desafio histórico: ampliar o acesso a uma fonte de energia mais segura, prática e adequada ao cotidiano das famílias.

Mais do que expandir o alcance do benefício, o programa se apoia em uma estrutura já consolidada no Brasil. O modelo de distribuição de GLP, baseado em botijões cheios, lacrados e com identificação de procedência, permite que o gás de cozinha chegue de forma regular e segura a todas as regiões, inclusive em áreas remotas.

Ao Estúdio JOTA, Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), explica que a ampliação do acesso pode contribuir diretamente para reduzir essa vulnerabilidade. “As famílias mais vulneráveis não deixam de usar o gás, mas acabam combinando o GLP com a lenha para fazer o botijão durar mais tempo. O objetivo do programa é justamente permitir que essas famílias utilizem mais o gás e reduzam o uso da lenha.”

O botijão de 13 kg segue como a principal fonte de energia doméstica do país. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 89% dos brasileiros utilizam gás de botijão, enquanto uma parcela menor recorre ao gás encanado ou a ambos os modelos. Essa presença está diretamente associada à estrutura logística das empresas distribuidoras, que alcança todos os municípios brasileiros e garante o abastecimento contínuo.

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Além da capilaridade, a segurança é um dos principais fatores na escolha do produto. Segundo a pesquisa, 94% dos usuários consideram esse aspecto muito importante no momento da compra – percepção diretamente ligada ao modelo brasileiro de distribuição, baseado em botijões lacrados e com identificação de procedência.

O apoio a esse modelo também se reflete nas preferências da população em relação às políticas públicas. De acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados concordam que o botijão cheio e lacrado oferece maior segurança, e 93% defendem que programas voltados às famílias de baixa renda priorizem esse formato. A mesma pesquisa indica que mais de 90% dos brasileiros avaliam que alternativas como venda fracionada ou enchimento em pontos não autorizados aumentariam os riscos de vazamentos e acidentes.

A viabilidade da expansão do programa está diretamente relacionada à estrutura já existente no país. “Já estamos presentes em todos os municípios brasileiros com o GLP. Isso significa que o acesso já existe. O desafio agora é ampliar a acessibilidade para as famílias mais vulneráveis”, afirma Bandeira de Mello.

Nesse cenário, o papel das empresas distribuidoras é central. Responsáveis pelo envase, transporte e distribuição do GLP, elas operam sob regulação e fiscalização, garantindo padrões de qualidade, segurança e confiabilidade que sustentam o modelo brasileiro.

A combinação entre regulação, fiscalização e capilaridade é apontada como um dos principais diferenciais do Brasil no setor. Essa estrutura não apenas assegura o abastecimento, como também cria as condições necessárias para ampliar o acesso ao gás de cozinha de forma segura e eficiente.

Assim, o acesso ao gás deixa de ser apenas uma questão energética e passa a integrar uma agenda mais ampla de melhoria das condições de vida, com impacto direto na saúde, no tempo das famílias e na qualidade de vida de milhões de brasileiros.

Fonte

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