Imposto Seletivo: O que esperar da proposta do Governo após as eleições

O governo federal planeja avançar com a regulamentação do Imposto Seletivo logo após o período eleitoral, visando desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.

O que é o Imposto Seletivo na Reforma Tributária?

O Imposto Seletivo, frequentemente apelidado de “imposto do pecado”, é um dos pilares da reforma tributária brasileira. O objetivo central é desestimular o consumo de bens e serviços que trazem impactos negativos à saúde pública e ao meio ambiente.

Diferente de outros tributos, este imposto possui uma função extrafiscal, ou seja, sua finalidade principal não é apenas arrecadatória, mas regulatória, buscando induzir mudanças de comportamento no mercado e nos consumidores.

Cronograma e articulação política

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a intenção do governo é encaminhar o acordo sobre o tributo ao Congresso Nacional logo após o término das eleições. A estratégia visa evitar que o debate técnico seja contaminado pelo clima político do pleito.

  • Articulação com parlamentares para definir alíquotas.
  • Foco na transição para o novo modelo de IVA.
  • Diálogo com setores produtivos impactados.

Quais produtos serão tributados?

Embora as alíquotas ainda não estejam definidas, a discussão gira em torno de produtos que possuem externalidades negativas comprovadas. A lista preliminar de itens que podem ser alvo do Imposto Seletivo inclui:

  • Cigarros e derivados de tabaco.
  • Bebidas alcoólicas.
  • Bebidas açucaradas e ultraprocessados.
  • Veículos poluentes.
  • Extração de recursos naturais não renováveis.

Impactos esperados no mercado e no consumidor

A implementação do Imposto Seletivo trará desafios significativos para a indústria e para o varejo. O setor produtivo aguarda com expectativa a definição das bases de cálculo e das alíquotas, que serão fundamentais para a precificação final dos produtos.

Para o consumidor, a medida deve resultar em um aumento de preços nos itens taxados, refletindo o custo social e ambiental desses produtos. O governo defende que essa política é essencial para reduzir gastos públicos com saúde a longo prazo, ao desencorajar o consumo de substâncias prejudiciais.


Fonte: Aceder à Notícia Original

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