Jurisprudência do STJ sobre arbitragem ganha análise técnica em nova obra

A FGV reuniu especialistas para debater o papel do STJ na consolidação da arbitragem no Brasil, focando em temas como competência e limites da intervenção judicial.

O papel do STJ na estabilidade da arbitragem

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem consolidado um entendimento que privilegia a autonomia da vontade das partes e a competência-competência, conforme previsto na Lei 9.307/96. Durante evento realizado na FGV, juristas analisaram como a corte tem enfrentado pedidos de anulação de sentenças arbitrais e conflitos de competência.

A discussão centrou-se na interpretação do artigo 32 da Lei de Arbitragem e na aplicação do princípio da kompetenz-kompetenz. O tribunal tem evitado o reexame do mérito da decisão arbitral, restringindo sua atuação a vícios formais e violações à ordem pública, conforme precedentes firmados em sede de recursos especiais.

Impactos práticos para o contencioso

  • Limites da intervenção: O STJ mantém o entendimento de que o Judiciário não deve atuar como instância recursal da arbitragem, salvo em casos de nulidade absoluta.
  • Conflitos de competência: A corte tem priorizado a definição da competência do juízo arbitral para decidir sobre a própria existência e validade da convenção de arbitragem.
  • Execução de sentenças: A jurisprudência atual reforça a celeridade na homologação de sentenças arbitrais estrangeiras, desde que observados os requisitos do CPC e da Lei de Arbitragem.
  • Segurança jurídica: A sistematização dos julgados permite que advogados prevejam com maior precisão o desfecho de pedidos de cautelares que visam suspender procedimentos arbitrais em curso.

A estabilidade do sistema arbitral brasileiro depende diretamente da autocontenção do Poder Judiciário ao analisar pedidos que tentam deslocar a discussão do mérito para a esfera estatal.


Fonte de Referência: Consulte a publicação original

Partilhe o seu amor

Leave a Reply