Justiça do Ceará revoga prisão de advogado investigado por morte de estudante

O Judiciário cearense concedeu liberdade ao advogado João Munhoz Neto, investigado pela morte de Isabelle Caracristi, mediante imposição de cautelares diversas da prisão.

Decisão judicial substitui segregação cautelar por medidas restritivas

A Justiça do Ceará revogou a prisão preventiva de João Munhoz Neto, investigado pela morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, ocorrida em 13 de setembro deste ano. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Estado, que considerou possível a substituição da custódia por medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP).

O caso, que tramita sob sigilo, apura as circunstâncias da queda da jovem em um condomínio de Fortaleza. A polícia investigava, inicialmente, uma possível indução ao suicídio, após relatos de comportamento não colaborativo do investigado durante a fase inquisitorial. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluiu 11 laudos técnicos, apontando politraumatismo como causa do óbito e utilizando o termo técnico “precipitação voluntária” para descrever a dinâmica da queda.

Impactos e condições da liberdade provisória

A manutenção da liberdade do investigado está condicionada ao cumprimento estrito de obrigações impostas pelo juízo, sob pena de decretação de nova prisão caso ocorra o descumprimento das determinações:

  • Monitoramento eletrônico: Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica pelo prazo inicial de seis meses.
  • Recolhimento domiciliar: Permanência em residência das 20h às 7h, com ressalva para horários de trabalho.
  • Comparecimento judicial: Apresentação mensal obrigatória à comarca para informar e justificar atividades.
  • Proibição de contato: Vedação absoluta de comunicação com testemunhas do inquérito e familiares da vítima.

A defesa do investigado sustentou a desnecessidade da prisão, enquanto a acusação baseou-se em indícios de obstrução à investigação, como a limpeza do apartamento onde o casal residia e a desativação de redes sociais logo após o episódio. O Ministério Público segue acompanhando os desdobramentos periciais para definir o oferecimento de denúncia ou o arquivamento do feito.


Fonte de Referência: Consulte a publicação original

Partilhe o seu amor

Leave a Reply