O entendimento do STJ sobre a renovação de licenças de software
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão relevante para o mercado de tecnologia e direito digital. A corte estabeleceu que não é permitido o uso ‘perpétuo’ de licenças de software quando o contrato exige a renovação periódica do suporte técnico. O caso envolveu uma empresa que adquiriu 10 mil licenças, mas tentou renovar o suporte para apenas 800 delas, mantendo o uso integral do software.
A natureza jurídica do contrato de licenciamento
Para o tribunal, o licenciamento de software não deve ser interpretado de forma isolada do serviço de suporte. A decisão reforça que a manutenção do software é parte integrante da viabilidade técnica e jurídica do uso da ferramenta. A tentativa de fracionar o contrato fere o equilíbrio econômico-financeiro da relação estabelecida com a desenvolvedora.
Impactos para empresas e departamentos jurídicos
Esta decisão traz reflexos diretos para a gestão de ativos de software (SAM) nas empresas. É fundamental que os departamentos jurídicos e de TI estejam atentos aos seguintes pontos:
- Conformidade Contratual: A renovação deve abranger a totalidade das licenças ativas conforme estipulado no contrato original.
- Gestão de Custos: O planejamento orçamentário deve prever a manutenção do suporte para todo o parque tecnológico instalado.
- Riscos de Pirataria: O uso de software sem o suporte obrigatório pode ser configurado como uso irregular, sujeitando a empresa a sanções por violação de direitos autorais.
Conclusão: Segurança jurídica na TI
A jurisprudência do STJ busca evitar que empresas utilizem brechas contratuais para reduzir custos de forma unilateral, prejudicando os detentores dos direitos de propriedade intelectual. A recomendação é que as empresas revisem seus contratos de licenciamento e garantam que a renovação do suporte esteja alinhada com o número real de licenças em uso, evitando litígios futuros e garantindo a segurança jurídica da operação.
Fonte: Aceder à Notícia Original








