Eleições 2026: O panorama jurídico e a renovação da Assembleia Legislativa da Paraíba

Com 3,2 milhões de eleitores aptos, a Paraíba se prepara para renovar suas 36 cadeiras na Assembleia Legislativa em 2026.

O cenário eleitoral para a ALPB

O pleito de 2026 na Paraíba mobilizará 3,2 milhões de eleitores para a escolha de 36 deputados estaduais. A disputa segue as diretrizes da Lei nº 9.504/1997 e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regem o calendário e as condições de elegibilidade.

Fundamentação legal e o papel do TSE

A organização do pleito observa estritamente o Código Eleitoral e a Constituição Federal, especialmente no que tange ao sistema proporcional. A Justiça Eleitoral atua para garantir a lisura do processo, fiscalizando desde a convenção partidária até a diplomação dos eleitos. O controle sobre o uso de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é o ponto de maior atenção para os departamentos jurídicos das coligações.

Impactos práticos para o operador do Direito

  • Prestação de contas: A exigência de transparência na movimentação financeira exige acompanhamento contábil rigoroso para evitar a desaprovação das contas, o que pode levar à inelegibilidade conforme a Lei Complementar nº 64/1990.
  • Propaganda eleitoral: As restrições impostas pelo TSE sobre o uso de meios digitais e impulsionamento de conteúdo demandam cautela redobrada para evitar multas e ações de investigação judicial eleitoral (AIJE).
  • Registro de candidaturas: A análise das condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade deve ser feita antes do protocolo no sistema CAND, mitigando riscos de impugnações baseadas na Lei da Ficha Limpa.
  • Representações por conduta vedada: Agentes públicos devem observar as vedações do art. 73 da Lei das Eleições para não comprometer a validade do pleito ou a cassação do mandato.


Fonte de Referência: Consulte a publicação original

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